twitter
    O que você está fazendo? Siga-me :)

Ser lembrado como alguém notável


"And I can tell just what you want
You don't want to be alone"

Pois é, nem eu.

Não quero que as pessoas lembrem-se de mim apenas como "o cara gente boa", eu quero que lembrem-se de mim também como alguém incrível. Alguém que sabe o que quer da vida e dá seu máximo para alcançar. Alguém que tem conhecimento, mas se mantém humilde e solidário. Alguém que seja extremamente bom em uma coisa e as pessoas falem "olha, ele é super bom nisso, fala com ele que ele pode te ajudar!" e realmente poder ajudar. Alguém que sabe demonstrar o que sente e consegue agradar qualquer um a sua volta apenas sendo eu mesmo. Alguém que seja interessante e que desperte sentimentos profundos em outro alguém, e que esse alguém saiba amá-lo.

E que eu ame de volta.

Alguém que não se sinta mais sozinho.

E com poucas esperanças.

Hello darkness, my old friend


"Hello darkness, my old friend
I've come to talk with you again"

Ei, old friend, eu não quero mais te ter por perto.

Não me leve a mal, mas como eu faço para te mandar pra longe, o mais distante que eu conseguir? 

Para você esquecer que eu existo e me deixar em paz?

Vá, mesmo que for para eu fingir que você não fará falta, porque (eu não deveria) eu até gosto da sua companhia naqueles dias em que sair da cama é uma obrigação...

Não!, você é uma pessoa tóxica, você me destrói, você acaba comigo, você me derruba e não é você quem me ajuda a levantar.

Sai daqui.
Sai do meu quarto.
Sai do meu redor.
Sai da minha vida.
Sai da minha mente!

Eu não te quero mais!

Desapareça!

SUMA!

E nunca, NUNCA mais volte!

Porque você não merece a minha atenção.

Como é sentir-se verdadeiramente ansioso

Sabe, quando eu era pequeno, eu sempre fui ansioso. As pessoas sempre me falavam isso, e hoje identifico que, naquela época, não era nada preocupante, era normal.

No entanto, desde sempre fiquei ansioso por uma questão muito simples: sempre sofri por antecedência e, ao longo da vida, conforme os anos passam e as responsabilidades da vida adulta aumentam, você percebe que quanto mais antecipa o sofrimento pensando nas várias hipóteses de que o que vai acontecer pode dar errado, ou que pode ser difícil, mais ansioso e mais retraído você fica por ter que viver o que virá a seguir. Terá que viver o desconhecido.

O que um grande amigo sempre me diz, não posso deixar de concordar, é que não dá pra saber o que vai acontecer.

Aquela entrevista de emprego: pode sim dar certo, mas também pode não dar em nada. Assim como aquele encontro que você marcou pode ser desastroso, mas também pode ser muito legal. E tantas outras variáveis que posso ficar substituindo sempre vão levar a uma conclusão: não dá pra saber.

Ao mesmo tempo que isso me acalma em alguns contextos, em outros só aumenta meu desespero exatamente por não saber o que há por vir. E às vezes eu sinto que não consigo lidar com isso.

Então o quadro de ansiedade começa.


Como é?

Terrível.

Qualquer pessoa sente ansiedade ao longo da vida por diversas razões. É normal, porque seu corpo está emitindo sinais de que você está prestes a passar por alguma situação de ameaça. É um sistema bioquímico agindo em você.

Até que em determinado momento da minha vida, aliado a baixas emocionais, a ansiedade passou a se dar de forma disfuncional, sendo mais acentuada e durando mais tempo. Quando situações comuns passaram a ter mais peso, meu corpo começou a sentir os efeitos da verdadeira ansiedade.


Não vou me esquecer do primeiro dia em que passei por uma crise. A falta de ar, o desespero, a garganta se fechando, a força para respirar, os pulmões não dando conta, o corpo gelado, o suor frio, as mãos formigando, o coração acelerado, o medo de que não vai passar, o choro descontrolado, a sensação de que tudo só piora, de que não vai aguentar, o medo de desmaiar, medo de morrer. Tudo de uma vez.

Em outro dia próximo, por volta das 18 horas, eu precisava dirigir para buscar minha mãe no trabalho. Assim que entrei no carro, tudo voltou de uma vez. A única coisa que consegui fazer foi atravessar um quarteirão, ligar para ela, avisar que não conseguiria buscá-la, e voltar para casa, chorando desesperadamente e morrendo de medo.

A partir desse dia, minha vida ganhou esse add-on: "eventuais crises de ansiedade".

Cada momento de ansiedade durante o dia ainda causa preocupações em relação a como está a respiração no momento, e, por consequência, a breves momentos de falta de ar diários.

Sempre, só de perceber como está a respiração no momento, a ansiedade vem, e todo o sistema respiratório parece se contrair para dificultar a passagem de ar. E quanto mais isso fica na minha cabeça, mais nervoso e ansioso fico, podendo até iniciar uma crise, como já aconteceu.



O tratamento

O médico passou a me acompanhar, já há quase um ano, e mantém um tratamento por meio de ansiolítico. Ao mesmo tempo, o auxílio profissional de uma psicóloga tem me ajudado em muitos pontos da minha vida.

Durante todos esses meses, aprendi a identificar, a cada vez que ocorre, qual foi o antecedente, ou seja, lembrar o que estava acontecendo, como eu me sentia; como eu fiquei durante o momento da crise, e no que eu pensava; e qual foi o pós, quando as coisas se acalmaram.

Daqui pra frente...

Bem, possivelmente vou conviver com isso para sempre. Ou não. O que eu mais quero na vida é apenas voltar a ser uma pessoa normal, e atualmente a medicação tem ajudado bem no controle dos sintomas, mas ainda assim, raramente ainda tenho crises fortes como antes. Graças a Deus elas não acontecem com a mesma frequência de antes!, senão não aguentaria, mas ainda estão me rondando...

O uso do remédio é contínuo, e sei que estou dependente cem porcento. Diria que é o preço a se pagar em troca de conseguir passar bem o dia seguinte.

Em paralelo ao medicamento e à psicóloga, tenho familiares e amigos próximos que me dão suporte e me ajudam nos dias difíceis. É a isso que sou mais grato.



Passar por uma crise de ansiedade, ou mesmo por outros problemas psicológicos como depressão, síndrome do pânico e tudo mais não é motivo de orgulho. Não é pra ser romantizado como posts bem humorados fazem no Facebook, por exemplo.

Não é porque você decide uma coisa e segundos depois mudou de opinião que você é bipolar, entende? Assim como não é porque você está alguns dias tristes pelo término do seu relacionamento que você tem depressão. E as pessoas costumam se identificar muito com esse tipo de pensamento e acabam até gostando de tomar para si termos de problemas reais, como se fossem banais.

Não são, ok? Apenas parem de ser idiotas. E se você realmente tem um problema, procure ajuda, não há nada demais nisso. Apenas você pode cuidar da sua vida, dos seus pensamentos, e eles precisam ser de qualidade, e para isso existem psicólogos dispostos a nos ajudar a lidar com problemas que nós mesmos não conseguimos lidar.

Pensei em escrever esse meu relato sobre ansiedade por ler tantos comentários de pessoas que também passam por situações parecidas. Talvez os sintomas não sejam os mesmos, gostaria de saber nos comentários, ou sejam mais brandos ou mais fortes, mas, no fundo, estamos todos tentando apenas seguir uma vida boa apesar das dificuldades.

Os eternos porquês

Dias a fio se esvaem pelos meus dedos com um sentimento de não realização. Um sentimento de perda. Um sentimento de derrota. Um sentimento de... qual é o sentimento que traduz "estou cansado, mas não sei do quê?"

E esse tempo que passa, entre altos e baixos, são as descidas que mais deixam marcas. Momentos.

Tristeza.

Ela vem do nada. Ela vai do nada. Ela chega e fica. Ela fica e vai. Ela tem quase vida própria. Ela tem domínio sobre tudo. Por quê? eu me pergunto todos os dias.

Por que não é a felicidade que vem do nada? Por que ela também não chega e fica? Por que ela não pode ter vida própria? Por que não é ela quem domina tudo?

Por que é tão difícil?

Ou -acho que devo corrigir- por que eu acho tudo tão difícil?

(foto: alfredogarciaalmonacid)
Queria alguém que respondesse a todas as minhas dúvidas. Ou que as tornasse um pouco mais amenas.

As metas não cumpridas deste ano

Estive pensando sobre o que acontece quando um ano acaba: alguns têm sentimentos de dever cumprido, outros de desastre total, e ainda há aqueles que não se importam, foi só mais um ano. E eu meio que me enquadro nesse último. Mas não por acaso ou mero desdém.

Chega Janeiro, começa um novo ciclo, juntamente com as "metas de ano novo": prometo fazer mais exercícios; prometo comer menos porcarias; prometo emagrecer 30 quilos até o Natal; prometo estudar mais; prometo ler mais; prometo me focar mais no trabalho; prometo mundos e fundos.

E tudo o que você não fez direito durante toda sua vida será hermeticamente funcional dentro dos próximos 365 dias do ano que se inicia. Parabéns.


É disso que estou falando. Tirando as comemorações festivas dessa época, que realmente não podem ser puladas (e não precisam ser ignoradas -vá se divertir!), esse "ciclo" que está terminando, no fundo, não é nada além da troca de um bloco de folhas com números reorganizados em tabelas que será preso na parede da sua cozinha: um calendário.

Se você estabeleceu metas para este ano e não conseguiu cumprir, porque você vai passar Dezembro se lamentando? Você realmente não conseguiu? Não deu nem um único passo durante todos os 365 dias para alcançar seu objetivo? Sequer tentou? Ou você chegou a começar, mas parou? Ou você viu outras oportunidades no meio do caminho? Ou houveram problemas que te atrapalharam? Ou você desistiu porque não havia mais tempo? Porque não compensaria mais o esforço? Porque o ano já está acabando?

Por que 31 de Dezembro tem que ser a sua data limite?


Não é o fim. Toda essa quantidade de dias que passaram não significam nada além de números. Se você pretende seguir um objetivo, não são TREZENTOS E SESSENTA E CINCO DIAS que vão te limitar a alcançá-lo. Leve 30, leve 90, leve 200, leve 500 dias. Que diferença vai fazer? Desde que você esteja se movendo para realizá-lo, é isso que importa, demore o tempo que for necessário. Afinal, como diz uma amiga psicóloga, "para quem não está fazendo nada, um pouquinho que fizer, já será alguma coisa" de diferente na sua vida.

E assim penso sobre ciclos: eles realmente não me importam mais. ☺


Texto para referência: link.
Esperava uma conclusão neste texto do Flávio Gikovate, mas não encontrei, e fui oposto a algumas de suas ideias. Assim nasceu esse post.

Pertencimento

Você sabe do que estou falando. Eu sei que sabe. Aquele sentimento de fazer parte de algo, de corpo e alma. De uma amizade, de um amor, de um trabalho, até mesmo de uma família.

E o primeiro não está nesta posição por acaso, mas por ser um dos que mais retratam o pertencer a um grupo e ser aceito. Aliás, é tentando se enquadrar nisso que passamos os penosos anos da adolescência, não é mesmo? Quero te dar um choque de realidade dizendo que essa busca pode não terminar com o passar dos anos, e as amizades que você se esforçou tanto para cultivar durante a escola vão se desfazer como num piscar de olhos. Elas vão. E não voltarão a ser mais como eram, sendo apenas dolorosos "precisamos marcar algo". Sim, precisamos.

E... fim, se você ainda não percebeu.

Aquele cachorro-quente nunca vai acontecer. Aquele rodízio de pizza espantosamente esporádico foi só um desencargo de consciência. Apenas aceite que nada voltará a ser como antes.

Como a busca nunca termina, aos poucos, talvez até sem perceber, vai ver que as mais improváveis pessoas que passará a conhecer tornar-se-ão seus melhores amigos, sobretudo os da faculdade. E os da vida. Diferentes, mas que, dessa vez, vocês realmente têm interesses em comum. Assim é que as amizades realmente duram, e firmam raízes na sua vida, que a tanto tempo esperou por que fosse real. Um dia poderá mesmo ser.

Sextas-feiras a noite, manhãs de trabalho, tardes de domingo passam a ser mais suportáveis quando podem ser compartilhadas e acompanhadas de risadas. Fazem o viver ser menos pesado, pois também assistem-no quando a queda machuca, e lembram-te de que há sim solução para os problemas e ajudam-no, às vezes, sem nem precisar pedir.

É este o pertencimento de que falei.


O que espero é que seja
real.

It's a Celebration


~ Só dar PLAY e rolar a página ~






Yahooo!


This is your celebration!


Ceeeelebrate good times, c'mon!


Ode aos Indie Games



Compre Indie Game - The Moviehttp://buy.indiegamethemovie.com/

Um documentário que, basicamente, conta a visão dos desenvolvedores de jogos durante o tempo de produção de seus jogos Indies (independentes) até seus lançamentos respectivos. Isso sendo bem sucinto, pois sinto que é muito mais do que uma análise a sangue frio do que é o desenvolvimento de jogos de uma "equipe" de duas, uma pessoa. Jogos Indie têm esta característica de serem desenvolvidos por poucas pessoas, com baixo ou nenhum orçamento, e que, muitas vezes como tenho visto, batem recordes e ganham as melhores notas e posições nos rankings dos sites especializados em jogos.

(Fonte: braid-game.com)
Títulos como Super Meat Boy, Braid, Journey, Osmos, FEZ, Aquaria, Amnesia e muitos outros são exemplos claros de Indie Games que deram certo. E neste documentário acompanhamos os frutos trazidos por Braid, o complicado desenvolvimento de FEZ, e o sucesso do lançamento de Super Meat Boy. Caso não conheça estes títulos, por favor, não deixe que a ignorância tome conta da sua mente. Você precisa conhecer cada um.

Eles não querem os gráficos de Fallout 3, nem gastos como Batman Arkhan City, mas querem fama como cada um destes e outros jogos de grandes produtoras. E merecem.

(Fonte: MacMagazine.com.br)
Particularmente só tenho a agradecer aos desenvolvedores, pois os Indie Games são os tipos de jogos que mais gosto, que mais me divertem, que mais faço questão de jogar e de pagar. Como estudante de TI, sei o quão custoso e trabalhoso é a criação de um software, seja para qual for o público, e os desenvolvedores devem ser reconhecidos.

E não é clichê dizer que o documentário me passou a mensagem de não desistir, por mais problemas que venham te atrapalhar, por menores que sejam os prazos finais, e que o final é recompensador. Vocês precisam assistir.

Não vou falar mais das obviedades que você deve concluir pessoalmente assistindo ao documentário, só recomendarei os trailers dos jogos e do Dash Podcast, do site Jogabilida.de, com os comentários sobre o filme.


Dash #26: Indie Game - The Movie [ OUÇA ]






Conectado, mas sozinho?

Estamos conectados.
Estamos longe, mas estamos perto.
Estamos próximos.
Próximos de quem está longe.
E próximos dos que estão perto?

Quero #espalheDrummond




Quero
(por Carlos Drummond de Andrade)


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.


14 de Março, Dia da Poesia.

Ah, os impostos...

Que os brasileiros pagam mais impostos que o restante do mundo é um fato inegável. Também inegável é que este país quer consumir conteúdo legal, quer comprar produtos originais, quer se divertir como o restante do mundo. No entanto, a questão a que quero chegar é: por que pagamos tantos impostos?

Focando exclusivamente no maior empecilho, a meu ver, vejo que seria diferente ser os preços fossem reduzidos. Simples assim.

Playstation Vita. Fonte.

O exemplo mais atual: Playstation Vita no Brasil por R$ 1599,00.

Nos Estados Unidos, o preço de venda é de US$ 249.99 para o modelo com conexão Wi-Fi, que convertido custa R$ 427,93 hoje. Importando, ainda com a injusta e extrapolada sobreposição de 60% de impostos, o aparelho chega ao Brasil por exatos R$ 684,89.

Com uma simples subtração, obtém-se que a diferença entre o produto importado e o comercializado no Brasil é de R$ 914,11, ou seja, é possível adquirir duas unidades importadas e taxadas e obter um lucro de R$ 229,22.

É praticamente impossível querer que todos tenham acesso ao entretenimento digital de forma lícita no Brasil. E tem-se a desculpa de que é preciso proteger a indústria nacional, que de nada adianta se a produção nacional oferece produtos de menor capacidade por um preço ainda alto.


Seria mais lucrativo diminuir os preços dos eletrônicos, jogos e mídias, havendo assim um incentivo para a utilização de produtos originais, atingindo mais pessoas de diferentes classes sociais, aumentando as vendas. O pensamento é tão simplório e funcional que me sinto ridículo em ter que ressaltá-lo.

Sobre a pergunta inicial, a conclusão a que chego (generalizadamente) é que o Governo não se importa o suficiente com os consumidores do país, já que não se aplica somente à indústria de vídeo-games citada. Não podemos esperar tanto de um país que prefere cortar R$ 55 bilhões de reais da Saúde e Educação para investir em outras coisas mais importantes como a Copa do Mundo.

Noite


Você acorda de noite. E se a única luz que pudesse diferenciar se você está de olhos abertos ou fechados simplesmente não existisse?

Entraria em desespero.

Esfregaria os olhos.

Acharia que teria perdido a visão.

Pensaria que sua vida agora seria totalmente inutil.

Nunca mais seria o mesmo.

Cogitaria em acabar de uma vez por todas com todo o sofrimento.

E não viver sem ver.









A luz estava apenas

 apagada 

Talvez não seja tão fácil...



     Estou num gigantesco galpão. O teto é muito alto. Nem vejo as vigas que o sustentam. Também olho ao  redor e não consigo ver o final desse galpão. Está claro. Eu visto uma camiseta branca e uma calça branca.  Estou em pé, descalço. Ao meu lado direto há mais uma pessoa. Nunca a vi na vida. Do lado dela, espio  e tem outra. Espio mais para frente e vejo uma fila interminável de pessoas, tando do meu lado direito  quanto do lado esquerdo. Me dou conta de que há uma fila idêntica à minha frente, há um metro e meio de  distância. Homens, mulheres, de várias idades, mas nem muito jovens, nem muito velhos, aleatoriamente  posicionados, mas todos em fila, todos de branco, também. Nós estamos todos uns de frente para os  outros da fila à frente. 
     Não sei que horas são, mas parece que isso não importa. Estamos calados. Parece que temos medo  não de contestar o que fazemos aqui, mas de interagir com os outros ao redor. 
     O silêncio deixa de existir aos poucos, e, vagarosamente, estamos todos conversando. Descubro que a  garota da direita gosta das mesmas coisas que eu, e o garoto da frente, curte as mesmas músicas. Outros  próximos de nós se integram à conversa, sem sairmos do lugar -como se não conseguíssemos, ou não  precisássemos- e começamos a contar as coisas que aprontávamos na escola. Relembramos, cada um um  pouco, nossas festinhas de aniversário, e as gafes que cometemos. Rimos muito uns dos outros e todos  juntos. Até os feitos nos jogos nos aproxima mais e mais. Discutimos o futuro. Opinamos sobre política.  Contamos piadas. Adorei essas pessoas. Elas são interessantes. Quero estar sempre com elas. Continuo  sem noção de tempo, mas lembra que disse que isso não importava? Não faz diferença alguma! Para mim  estou há horas na melhor conversa da minha vida, com pessoas incríveis. Somos diferentes, mas somos tão  próximos. Agora, quando olho para a face de cada um enquanto rio junto com eles, sinto uma coisa por  dentro. Uma felicidade que parece que vai explodir. Estou feliz por estar aqui


     Agora, ouço o silêncio atravessando as filas desde lá longe, vindo como uma onda. Uma sirene toca  bem aguda. Ouço engrenagens. Pareço me movimentar. Mas não estou andando. Olho para meus pés e  percebo que minha fila e eu estamos em cima de uma esteira. Os da frente também estão em outra esteira.  Não podemos sair dos nossos lugares. Minha fila começa a ser carregada para a esquerda e a fila da frente  para a direita. Vejo aquelas pessoas tão familiares se esvaíndo, e meus olhos, na mesma hora se enxem de  lágrimas que faço um esforço para que não escorram pelo meu rosto de expressão terrivelmente triste.  Tiraram uma parte de mim. Vejo pessoas e mais pessoas da fila da frente cruzando os olhares aos meus.  As que estavam do meu lado agora são outras que não conheço. Tão esquisitas. Têm expressões feias.  Não quero mais estar aqui! Quero aquelas pessoas! Uma dor profunda me envolve. As esteiras param.  Não tenho coragem de olhar para quem está na minha frente. Permaneço cabisbaixo, com as lágrimas  caindo sobre meus pés. Agora, parece uma eternidade cada segundo. 
Demorou muito mais tempo para que o silêncio fosse deixado de lado. Ouviu-se muitos murmúrios e  choros calados por todo o ambiente. 
     Ergui a cabeça. Olhei para o homem à minha frente. 
     - Assim é a sua vida.

O tempo

        Estava sentado na cadeira alaranjada, defronte ao notebook. O calor era insuportável, e quem disse que o ventilador virado para sua cara daria conta? Excruciante. O quarto nem era pequeno, e tinha uma parede maravilhosamente tingida de verde-limão. Era o diferencial. Estava pouco escuro, com as luzes apagadas. Luz natural, só.
        A janela ficava logo ao seu lado esquerdo, a um metro mais ou menos. Uma janela simples, grande, de quarto, daquelas com grade. Sabe, a gente tem que se proteger de alguma forma.
        Lá fora, o sol de rachar clareava o jardim e até ofuscava a vista. Os olhos doíam só de pensar em olhar naquela direção. A árvore troncuda, verdinha, linda, encontrava-se exatamente em frente à janela. Era fácil ver os pássaros virem até ela pegar gravetos ou arrancar um pedacinho de sua casca. Estava ali e todo mundo via.
        Mas estava quente. Quase 40 graus era o que os jornais haviam anunciado. Umidade relativa do ar? O que é isso? A cidade está em estado de emergência há dias.
Olhou pra fora, encarando a claridade.
        –Seria bom se chovesse.
        Um estrondo. Um flash de brilho intenso o cegou por milésimos de segundos, e uma tempestade de vento e trovoadas caía do lado de fora de sua casa.
        Ouvia-se barulhentos “toc”s no telhado.
        –Mas o que é iss-
        Olhando pela janela, pedras de gelo que mais pareciam pedregulhos despencavam do céu. Uma lagoa já se formava nos pedaços gramados do quintal. O vento já remexia nas telhas da casa vizinha. Era visível.
        –Pare com isso, pelo amor de Deus!
        Um som de flash de câmeras fotográficas antigas, como um “puff”, soou. Olhou e a chuva parou. O vento parou. As pedras pararam, e podia vê-las estáticas no meio do caminho, quase a tocar o solo. As árvores permaneceram tortas, e suas folhas são se mexiam. Cessou a tempestade. Parou o tempo.
        Seu corpo não se movia, só seus olhos viam. Sua boca dizia:
        –Acabe com isso, por favor!

Mals, aí.


Ô, colega, tudo bem com você? Minha mulher e meu filho estão ali do lado. Você não teria uns trocados para ajudar a comprar a marmita?

Não, não tenho dinheiro aqui.

Não, mas dá uma olhadinha aí.

Não ando com dinheiro.

Mas olha aí, pra ter certeza.

Ah, sim! Tenho um cartão de créditos aqui com limite de três mil reais, serve? Mas, pera aí, vamos lá em casa, aqui perto que vou te dar um talão de cheques. Fica tranquilo, se precisar, pode entrar no Cheque Especial, que meu limite é de cinco mil reais. Enquanto isso, não quer pegar meus tênis, meu relógio, meu óculos, minha calça e minha camisa? Lá eu te dou mais. Tenho uns DVDs -pode levar o aparelho também-, um rádio, uma TV e um computador. Me passa seu endereço pra eu mandar entregar meu guarda-roupas, a cômoda, a mesa e as cadeiras. Ah, e a escrivaninha vai de brinde, belê?

Quer a minha dignidade?

Ecossustentabilidade

Sustentabilidade - o termo que todos buscam resgatar. O planeta clama pelo equilíbrio que os seres humanos, aquele, Homo sapiens sapiens, arregaçaram.

O que vem-se tendo são mais tempestades, maior aumento de temperatura, maior diminuição de temperatura, mais secas. Tudo em um único mês. Passa-se já pelas quatro estações do ano em um único dia. E o que nós fazemos para tentar, óbvio que não chegaremos, ao equilíbrio?

Jovens, nós, nos preocupamos. Aprendemos a nos preocupar, porque não há ignorância em nossas mentes. Ensinamentos que queremos passar para todos. Contudo, muitos velhos -e chamo de velhos porque têm uma mente velha- ignoram para a ignorância. Preferem o comodismo, afinal, "até a morte, não pode piorar".

Princípios básicos de ecologia aprendemos nas escolas, Internet, enfim, meios de comunicação, e como filhos nossos e descendentes passarão a habitar o planeta que habitamos, queremos o melhor que podemos fazer agora.

A palavra-chave: equilíbrio. O universo tende ao equilíbrio e o equilíbrio é o centro do universo.

Recolhimento

A medida do Estado de estabelecer o toque de recolher para menores de idade é uma questão muito polêmica. Vê-se múltiplas opiniões polarizadas, ou seja, favorecendo ou não a lei. Certos adolescentes aproveitam a madrugada para usufruir de bebidas alcoólicas, drogas e tudo mais que têm vontade. O Estado, assim, acaba cumprindo seu dever ou simplesmente repreende os adolescentes?

Os pais desses adolescentes, alguns acabam até por gostar e aprovar a lei, pois transfere sua responsabilidade de educar e controlar o filho para o Estado, que não tem, nem deve ter, obrigação de cuidar do menor.

Esta lei do toque de recolher infringe uma lei maior muito conhecida do Artigo 5º da CONSTITUIÇÃO FEDERAL, parágrafo LXVIII, que diz: "conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder", o direito de ir e vir. Os jovens são 'aprisionados' em casa a partir de um determinado horário, o que na realidade, com a educação familiar, devem aprender a responsabilizar-se por suas escolhas aceitando as sucessivas consequências de seus atos.

O Estado deixará que policiais fiscalizem as ruas durante todo período de funcionamento da lei, porém quais serão os procedimentos com os violadores? Será essa mais uma regressão para o Brasil, país da desordem sem progresso?

Twitter: nova arma da publicidade


O Twitter evoluiu muito. Foi criado em 2006, mas agora está tomando imponência. É uma forma instantânea de interação com o telespectador, o ouvinte. Podcasters perguntam temas para os pods, canais anunciam a programação... Exemplo que acompanho é o programa televisivo Olhar Digital sobre tecnologia que, nas segundas-feiras, recebe sugestões de matérias. Muito intuitivo e é isso que nós queremos, e melhor é que não são mensagens automáticas. São pessoas de verdade!

Incrivelmente, o pássaro azul e sua companheira baleia -não a de Vidas Secas- tornaram-se reconhecidos mundialmente pelo sucesso. Seu dono, por assim dizer, até quer patentear a palavra tweet. Vê-se que sua fama cresceu e só tende a aumentar.

Vê o pássaro azul?


Ainda não sabe o que é? Descubra tudo neste link: http://www.twitterbrasil.org/2009/02/17/o-que-e-o-twitter/

Pirataria Vs. Lei Azeredo

Internet, para os mais íntimos, é sinônimo de troca de arquivos. Torrents, redes P2P (Peer-To-Peer), filmes, músicas, vídeos, jogos... Um simples clique em Pesquisar num buscador da rede e tudo está a seu alcance. Simples, fácil, grátis. E é isso que o projeto conhecido como "Lei Azeredo" quer combater.

Projeto de lei de crimes cibernéticos foi mostrado em 2005, por Eduardo Brandão de Azeredo, senador, e vem tramitando até os dias de hoje. Foi aprovado no Senado Federal e encaminhado à Câmara dos Deputados em 2008. Visa o combate aos crimes on-line, como clonagem de celulares, cartões, pedofilia, roubo de senhas, downloads de qualquer arquivo que tenha direitos autorais. Chegou a ser comparada ao antigo AI-5, por obrigar os provedores de serviços a guardar toda informação do usuário na rede por um período de três anos.

Em vista, os direitos autorais são completamente ignorados ao 'baixar' (termo designado ao ato de obter para si o arquivo em questão), por exemplo, uma música, um livro. Porém, visando o lado do consumidor, os produtos, muitas vezes, têm preços elevados para que sejam acessíveis à população de classe média, baixa. Um DVD que tem o valor de R$40 no Brasil, em outros países, tendo como base os Estados Unidos, seu valor está por volta de U$12. Exemplo simples, mas que retrata a grande maioria de produtos que por esta questão acabam sendo consumidos por menor preço em meio à pirataria, e como são obtidos através da Internet, qualquer pessoa que possua banda-larga poderá tê-lo gratuitamente.

Presidente Lula, no 10º Fórum Internacional Do Software Livre, em 26 de junho de 2009, já opinou: "É censura, interesse policialesco para saber o que as pessoas estão fazendo".

A respeito da falta de leis que combatam crimes na Internet, estão em falta, e com isso devemos concordar, mas se o foco é combater, também, a pirataria, por que, então, as gravadoras e distribuidoras não diminuem os preços para tornarem-se mais acessíveis?

Mentira é daquela história...

Quando é que ligamos a televisão e não ouvimos alguns poucos de mentiras? Uma novela é uma mentira. Ficção. Desculpas dos nossos, atuais ou não, governantes sobre "para onde foi a verba pública?" ou o que sempre dizem: "Não sabemos nada" sobre seus 'comparsas'. Sim, rodeados de mentirosos na mídia, na rua, parentes, amigos. O que o leva a mentir?

Bastantes mentem para livrar-se de represálias ou safar-se de injúrias com outrem. Essa mentira 'superficial' pode ser levada por longos tempos na vida de quem a criou causando futuros problemas e, ainda assim, podendo sofrer as consequências das quais se livrou antes.

O ato de mentir pode tornar-se tão constante que se transforma em uma doença grave, psicológica, em que a necessidade de mais mentira 'pode ser a solução dos problemas' que nunca acabarão, como diz Machado de Assis: "A mentira é, muita vez, tão involuntária como a transpiração.".

Sabemos que a sociedade é mentirosa. Veja o garoto ou 'marmanjo' do sinal que conta a estória perfeita para te enganar e arrancar-lhe dinheiro a fim de comprar bebidas, drogas, e o leite ou o pão para que era a finalidade do dinheiro na estória era balela. Falta conscientização da pessoa. O pior é que ela sabe que é errado.
Isso eu não entendo.